A Electronic Arts, famosa produtora de games que ficou bastante conhecida pela séries “FIFA“ e “Need For Speed“, resolveu agora dar um passo à diante em seus projetos: Acaba de anunciar a criação do selo musical Artwerk, tornando-se a primeira distribuidora a explorar oficialmente a indústria fonográfica.
Através de um acordo com a antiga parceira canadense Nettwerk One Music, o novo selo pretende ser uma companhia musical completa, que ajudará seus artistas a publicar e distribuir globalmente seus trabalhos, tanto em lojas como através de meios digitais.
No site da EA Trax, músicos e bandas podem enviar seus trabalhos para avaliação. Atualmente, o primeiro artista que assinou contrato com o novo selo foi Junkie XL, artista da música eletrônica com trabalhos presentes em vários jogos, entre eles Madden NFL 07 e Need for Speed Carbon.
Por Leo Galiza
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Tartarugas derrubam os “300” do topo -25/03/2007
Após duas semanas liderando o ranking dos filmes mais vistos nos Estados Unidos, o épico “300” sucumbiu frente à versão computadorizada de “Tartarugas Ninja: O Retorno”. As tartarugas mutantes fizeram US$ 25mi nas bilheterias em sua estréia. Os números, sem dúvida, ficaram acima da expectativa da Warner, que viu o filme ser muito criticado, principalmente por ter violência (!) demais para o público ao qual se destina. Por aqui, “Tartarugas Ninjas: O Retorno” estréia no próximo dia 13.
Com US$ 20mi nessa semana e mais de US$ 160mi acumulados, “300” continua se firmando como um forte candidato a ultrapassar a surpreendente barreira dos US$ 200mi. A aventura estréia por aqui na próxima sexta e traz Gerard Butler encabeçando o elenco.
Outra estréia apareceu no terceiro lugar: o thriller “Atirador”, protagonizado por Mark Wahlberg fez US$14mi nas bilheterias americanas. O filme, que teve estréia simultânea no Brasil e nos EUA, foi dirigido por Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento”).
Ainda fazendo bonito no ranking, a aventura “Motoqueiros Selvagens” (“Wild Hogs”), fez o quarto lugar nessa semana e já acumula mais de US$ 120mi nas bilheterias americanas. No filme, John Travolta se junta a mais três amigos de meia idade para uma viagem de motocicletas para saírem da rotina de suas vidas.
Em seguida, estreando em quinto, ficou a aventura de ficção para as crianças “The Last Mimzy”. Sem nenhum nome conhecido no elenco, o filme foi elogiado pela crítica especializada. Mesmo assim, a estréia de US$ 10mi ficou aquém do que a New Line esperava.
Caindo três posições em relação à semana passada, o thriller sobrenatural “Premonition” estrelado por Sandra Bullock, ficou com o sexto lugar e já acumula US$ 32mi arrecadados em 10 dias.
Com uma estréia fraca no sétimo lugar ficou o terror “O Retorno dos Malditos” (“The Hills Have Eyes 2”), continuação de “Viagem Maldita” do ano retrasado. A carnificina cinematográfica arrecadou exatos US$ 10mi em seus três primeiros dias de exibição. A Fox promete estreá-lo por aqui dia 18 de maio.
Pior estréia teve o novo filme de Adam Sandler: “Reine Sobre Mim” (“Reign Over Me”). O drama que tem ainda no elenco Don Cheadle e Liv Tyler arrecadou US$ 8mi. Por aqui, o filme está previsto para estrear dia 13 de julho.
No nono lugar ficou a última estréia desse movimentado fim-de-semana: o drama esportivo “Pride”. Estrelado por Terrence Howard e Bernie Mac, o filme tem como alvo o público negro, mas sua bilheteria foi de apenas US$ 4mi. Fechando a lista dos 10 mais vistos aparece o terror sobrenatural “Dead Silence”, do mesmo diretor do primeiro “Jogos Mortais”.
“300” ainda domina bilheteria americana -18/03/2007
Uma semana após sua estréia, o épico sangrento “300” continua reinando absoluto como líder das bilheterias americanas. Nesse fim-de-semana o filme arrecadou mais US$ 31mi, que fez elevar sua soma para os US$ 127mi em apenas 10 dias. A produção estrelada por Gerard Butler, que também vem fazendo muito sucesso nas redes P2P pela Internet, estréia por aqui no dia 30, mas algumas salas já estão vendendo ingressos antecipadamente.
Assim como na semana passada, a vice-liderança ficou com a aventura quarentona “Wild Hogs”, protagonizada por John Travolta. Nesse fim-de-semana, com seus mais de US$ 18mi arrecadados, o filme ultrapassou a marca dos US$ 100mi acumulados em 17 dias de exibição. “Wild Hogs” tem previsão de estréia para 20 de abril por aqui.
As três estréias desse fim-de-semana ficaram nas posições intermediárias do ranking. Todos foram altamente criticados e tiveram mau desempenho nas bilheterias. “Premonition”, suspense sobrenatural estrelado por Sandra Bullock foi a única estréia que não fez tão feio assim e obteve arrecadação também de US$ 18mi.
Em seguida com pouco menos de US$ 8mi arrecadados ficou outro suspense sobrenatural, “Dead Silence”, do mesmo diretor do primeiro “Jogos Mortais”. Logo abaixo com cerca de US$ 6mi arrecadados aparece a estréia na direção do ator e comediante Chris Rock, em “I Think I Love My Wife”, filme que ele também protagoniza.
O resto do ranking não sofreu nenhuma mudança significativa. Aparecem na seqüência a aventura infanto-juvenil “Ponte Para Terabítia”, a aventura dos quadrinhos “Motoqueiro Fantasma”, o thriller “Zodíaco”, a comédia pastelão “Norbit” e a comédia romântica “Letra e Música”. Desses cinco filmes, apenas “Zodíaco” ainda não estreou aqui. Sua estréia está prevista para a segunda quinzena de abril.
Por Fábio Vasques
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“O Segredo dos Animais”
Primeira animação dirigida por Steve Oedekerk (“Ace Ventura”). Aqui, Oedekerk é obrigado a se comportar, já que o filme é uma produção do canal infantil Nickelodeon. Portanto, deve-se esperar uma fita para crianças, diferente das animações em geral que tentam agradar também os mais velhos. Realmente o filme é impróprio para maiores de 12 anos. Mostra a história de um boi que não quer nada da vida, mas de repente precisa liderar o grupo de animais da fazenda, quando seu pai morre. História previsível e situações mais previsíveis ainda. Como já dito, não tem como agradar adultos, mas é garantia de sossego dos baixinhos por quase 90 minutos.
“Serpentes a Bordo”
Foi a grande vedete do ano passado. O filme fez mais sucesso antes de sua estréia já que o projeto foi amplamente divulgado pela Internet. Quando estreou, no entanto, não confirmou o sucesso que se esperava. Não dá para culpar o público. Qualquer filme que tenha como argumento usar dezenas de serpentes assassinas para matar uma testemunha num avião não pode ser levado a sério. “Serpentes a Bordo” é trash como se esperava e como deve ser. O problema é que filme assim funciona quando se torna e não quando já nasce trash. O festival de carnificina é o único atrativo do filme. Se você não é muito chegado nisso, fuja dessa fita, que pouco faz rir e pouco assusta. É entretenimento fast food e nada mais que isso.
“Anjos da Vida: Mais Bravos Que o Mar”
Enésima tentativa de dar um novo fôlego à carreira decadente de Kevin Costner. Dessa vez ele interpreta um nadador de resgate em fim de carreira que vira professor de uma turma de novatos. Lá está Ashton Kutcher e apesar das diferenças entre os dois no início…nem preciso terminar a frase, né? Apesar do filme ser absolutamente previsível é ótimo o trabalho do diretor e do elenco que não deixa a peteca cair, mesmo sendo um filme longo demais (130 minutos). Como diversão familiar é uma ótima pedida. O filme já está disponível para locação.
Por Fábio Vasques
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A transposição para as telas da graphic novel de Frank Miller, “300”, surpreendeu até os mais otimistas executivos da Warner e abocanhou cerca de US$ 70mi em seus três primeiros dias. O épico, protagonizado por Gerard Butler e com participação de Rodrigo Santoro, terá estréia em solo brasileiro no próximo dia 30.
A crítica americana ficou dividida quanto à qualidade do filme. No entanto, o público lotou as salas. É digno de nota que “300” tem classificação R nos EUA, o que significa que menores de 17 anos só podem assisti-lo acompanhados dos pais. Apenas dois outros filmes de classificação R obtiveram melhor estréia que “300”: “Matrix Reloaded” (US$ 91mi) e “A Paixão de Cristo” (US$ 83mi).
O segundo lugar do ranking ficou com o líder da semana passada, a aventura “Wild Hogs”, protagonizada por John Travolta. Essa volta por cima de Travolta após uma sucessão de fracassos arrecadou US$ 77mi em dez dias de exibição.
Os demais filmes do ranking tiveram desempenho bem fraco. Com quase o mesmo valor arrecadado nesse fim-de-semana ficaram “Ponte Para Terabítia”, “Zodíaco” e “Motoqueiro Fantasma”, do terceiro ao quinto lugar respectivamente.
Completam o ranking o suspense “Número 23”, a comédia que estreou nessa sexta por aqui “Norbit”, a comédia romântica “Letra e Música” e o thriller de espionagem “Breach”.
Por Fábio Vasques
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=> É… parece que o Guns ‘N Roses (ou Axl Rose Solo Band :P) vem mesmo ao Brasil. A Opinião Produtora, lá do Rio Grande do Sul, confirmou para o dia 15 de maio, uma apresentação do Guns ‘n’ Roses em pleno estádio Gigantinho, na cidade de Porto Alegre… Olha! Ao menos os shows eles não adiam como o “Chinese Democracy“. Eles cancelam… hahaha (tracadilho infame e sem graça, ok).
=> Bem, não há mais “meia-entrada” para a única apresentação do Aerosmith marcada para o dia 12 de abril do estádio do Morumbi em São Paulo. Então, se você quiser vê-los, é bom correr e se preparar para gastar uma graninha a mais. Quem abrirá o show do Aerosmith é o Guns alternativo… ops, desculpe, o Velvet Revolver :O
=> A MTV dos EUA fará reality show para escolher os novos Menudos (é você leu isto mesmo). Os testes começam já no próximo dia 31, na Califórnia – e os candidatos terão que cantar em português e também em espanhol. O programa, no entanto, ainda não tem data de estréia confirmada… Imaginem a “bomba” que isso vai ser.
Por Leo Galiza
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E tome tempo que eu não escrevo…
Bem, o Arctic Monkeys anunciou detalhes sobre o próximo singles deles. Dia 16 de abril será lançado “Brianstorm” a primeira faixa que o grupo vai trabalhar do seu segundo álbum chamdo “Favourite Worst Nightmare“, que chega ao mercado internacional no dia 27 abril.
Já ouvi a faixa, é boa… mas espero que tenham melhores no disco. Aliás, quem já ouviu as versões finais diz que o single é a mais “fraca” do novo álbum …
Outros detalhe: ele sairá em diversos formatos - CD e vinil de 7″ e 10″. O vinil de 7″ estará acompanhado pela faixa “Temptation Greets You Like Your Naughty Friend“, além do vinil de 10″ que trará esse mesmo lado-b, além das faixas “If You Found This It’s Probably Too Late” e “Whay If You Were Right The First Time?“.
OBS: Ultimamente o blog vem tendo menos atualizações. Porém, não se preocupem pois não é questão de descaso com os leitores e nem vamos “fechar”. Só não estamos mais com a mesma disponibilidade de anteriormente (entenda-se: falta de tempo causado por trabalho/estudo…). Sempre que puder estaremos atualizando e aos poucos, voltaremos ao ritmo normal.
OBS: Vídeo de “Brianstorm” abaixo:
Por Leo Galiza
Arquivado em: Cinema
Após a bem sucedida estréia de “Motoqueiro Fantasma” nos Estados Unidos, foi a vez de outros caras sobre duas rodas fazerem bonito. Os quatro amigos quarentões de “Wild Hogs” tiveram uma estréia surpreendente nessa semana arrecadando cerca de US$ 38mi em três dias. O filme, protagonizado por John Travolta, Tim Allen, William H. Macy e Martin Lawrence foi alvo de severas críticas, mas mesmo assim a história de quatro amigos que saem numa viagem de moto para sair da rotina alcançou facilmente o topo do ranking.
Outra estréia aparece na segunda posição. O thriller “Zodíaco”, do ótimo diretor David Fincher, arrecadou US$ 13mi nesse fim-de-semana. O filme está sendo exibido em cerca de 900 salas a menos que “Wild Hogs”. Elogiadíssimo e já anunciado com um dos prováveis candidatos ao Oscar do ano que vem, “Zodíaco”, estreará aqui no dia 20 de abril.
Caindo para terceiro está “Motoqueiro Fantasma” que no próximo ranking ultrapassará a marca de US$ 100mi nas bilheterias americanas. “Motoqueiro Fantasma” já está em cartaz no Brasil e conta com Nicolas Cage e Eva Mendes nos papéis principais inspirados nos personagens dos quadrinhos.
A aventura infanto-juvenil “Ponte Para Terabitia”, que chega aos cines brasileiros no próximo dia 16, ficou com o quarto lugar nos Estados Unidos nesse fim-de-semana e até agora arrecadou quase US$ 60mi. O suspense “Número 23”, que estréia aqui dia 23, caiu para o quinto lugar. O filme estrelado por Jim Carrey só arrecadou até agora US$ 24mi.
Já a comédia “Norbit” triplamente estrelada por Eddie Murphy, ultrapassou a marca dos US$ 80mi arrecadados em solo americano e essa semana ficou em sexto. “Norbit” será a principal estréia do próximo fim-de-semana nos cinemas brasileiros. Uma posição abaixo está “Letra e Música”, que estreou no último fim-de-semana por aqui. A comédia romântica que tem Hugh Grant e Drew Barrymore encabeçando o elenco arrecadou quase US$ 40mi até agora.
Por fim, uma outra estréia da semana ocupou o oitavo lugar. “Black Snake Moan”, mostra um ex-guitarrista de blues interpretado por Samuel L. Jackson que acode e acorrenta (!) em sua casa a jovem errante da cidade, vivida por Christina Ricci. O incomum filme estreou em cerca de 1000 salas (número baixo para uma estréia) e arrecadou pouco mais de US$ 4mi.
Por Fábio Vasques
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Como de costume, um dia antes da Academia premiar os melhores do ano, a ilustríssima Fundação Framboesa Dourada premia os piores. O Razzies é o prêmio mais divertido do cinema e é famoso por pegar no pé de atrizes como Sharon Stone e Demi Moore. Qualquer tentativa delas voltarem aos holofotes são impiedosamente censuradas pelo Razzies. Nesse ano o grande vencedor (?) foi “Instinto Selvagem 2” (no qual o prêmio fez um trocadilho genial com o título original, “Basic Instinct”, e o chama de “Basically, It Stinks Too”), a pífia continuação de um dos sucessos de Sharon Stone na década passada.
O filme foi massacrado pela crítica e quase passou em branco pelos cinemas. Feito o combo, a Fundação não podia premiar outro filme como o pior do ano. Além disso, Sharon Stone levou novamente o prêmio de pior atriz. Pior seqüência e roteiro foram outros dois prêmios que o filme levou.
Outra porcaria do ano passado, a comédia dos irmãos Wayans, “O Pequenino”, foi agraciada com três framboesas: pior ator (Marlon e Shawn Wayans), pior dupla (Shawn Wayans com Kerry Washington ou com Marlon Wayans), pior refilmagem.
Seguindo a linha de premiar os grandes desastres do ano, a Fundação concedeu dois prêmios à M. Night Shyamalan, que foi coadjuvante e diretor do esquecível “A Dama na Água”.
Convenhamos que todos os prêmios foram justíssimos e os vencedores fizeram por merecer tal honra. (In)felizmente, tudo isso não serve de lição, porque até o fim do ano certamente seremos brindados com outras produções de qualidade questionável.
Clique aqui para conhecer todos os premiados do Razzies!
Por Fábio Vasques
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Muito se disse que esse Oscar era o mais imprevisível dos últimos anos. Na verdade, apenas no prêmio de Melhor Filme se suspeitava de alguma dúvida. “Os Infiltrados”, “Pequena Miss Sunshine” e “Babel” eram apontados como favoritos. No entanto, a vitória de “Os Infiltrados” era mais do que óbvia. Explico:
Se premiasse “Babel”, a Academia estaria se repetindo ao premiar um filme de fórmula similar à do vencedor do ano passado, “Crash”, esse sim uma surpresa. Como se não bastasse, “Babel” é sim muito bom, mas está longe de ter a consistência de um filme que pretender receber o título de melhor do ano. Já o queridinho “Pequena Miss Sunshine” é alternativo e ao mesmo tempo simples demais para ostentar o título de Melhor Filme. Enfim, “Os Infiltrados”, mesmo sendo pesado demais para os padrões da Academia é o que tem mais cara de Oscar entre os três.
Como se não bastasse, não haveria razão em se premiar o roteiro e a direção de “Os Infiltrados” e premiar outro filme com o prêmio máximo. Esse erro, cometido em 1998, quando “Shakespeare Apaixonado” roubou o prêmio de “O Resgate do Soldado Ryan”, a Academia não comete mais.
Nas principais categorias, a única aparente surpresa foi a derrota de Eddie Murphy. Tido como vencedor certo do prêmio de coadjuvante até um mês atrás, Murphy errou ao lançar semanas antes do Oscar a comédia pastelão “Norbit”. O filme estreou exatamente na época em que os jurados davam seus votos ao Oscar. A imagem de bom ator que Murphy criou com sua atuação em “Dreamgirls” foi por água abaixo quando ele voltou às origens num filme repleto de piadas preconceituosas e de baixo nível.
Com relação às outras premiações principais, não se pode contestar nada. Até mesmo o absurdo que é uma perdedora do programa de TV “American Idol” vencer o prêmio de atriz coadjuvante pôde ser aceito. Jennifer Hudson não é atriz de verdade e deve trilhar a sina de atores que são amaldiçoados pelo Oscar, como Cuba Gooding Jr. No entanto, deu sorte de abocanhar um papel em que ela mais canta do que atua. Se houver um “Dreamgirls 2” (hehe), aí quem sabe ela volte a aparecer.
E no quesito injustiça do ano, o prêmio vai para a categoria de Filme Estrangeiro. Após levar três prêmios de categorias técnicas, o excelente “O Labirinto do Fauno” não podia ter perdido para “A Vida dos Outros”, da Alemanha. Essa categoria está cada vez mais interessante, competitiva e conseqüentemente cada vez mais distante do Brasil ser sequer indicado.
E como programa, o Oscar voltou a ser ao mesmo tempo imperdível e tedioso em certos momentos. A apresentadora Ellen DeGeneres certamente não voltará tão cedo ao Kodak Theather, após encaixar apenas algumas piadinhas médias e como o próprio Oscar é, óbvias.
* Clique aqui para conhecer todos os vencedores da noite
Por Fábio Vasques
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No futebol é comum quando um time está com o resultado que lhe interessa, jogar no arroz-com-feijão para garantir o que quer, sem ousar muito. Essa foi a tática adotada pelo Coldplay em sua breve passagem pela América do Sul. O que seria uma série de shows intimistas, com público sentado e setlist acústico para servir de laboratório para novas músicas, acabou virando um “The Best Of” no estilo convencional e como um show de rock deve ser: guitarras ligadas e povo de pé.
A fórmula cai como uma luva em lugares desprivilegiados para shows como o Brasil. Nunca se sabe se uma banda vem e se vem, aproveite porque um retorno é sempre incerto. Assim, o Coldplay fez um set de cerca de 100 minutos com pouco menos de 20 músicas que estão na ponta da língua de cada ser presente ao Via Funchal.
Sem ousar, o Coldplay se propõe a realizar execuções redondinhas dos seus grandes sucessos. Para não dizer que o show é previsível a banda surpreende ao tocar a linda e quase rara em shows, “Green Eyes”, no único momento intimista da banda. Além disso, após o público quase implorar de joelhos, Chris Martin e Jonny Buckland ainda incluíram a inocente “Shiver” ao fim do show.
Os destaques do show são sem dúvidas a fantástica “Clocks”, a emocionante “The Scientist” e a recente “Fix You”. Em todas as músicas o Coldplay mostra que tecnicamente é uma banda que beira o impecável. A guitarra de Jonny Buckland é discreta como muitas músicas do Coldplay pedem e grudenta ao mesmo tempo. Guy Berryman segue a linha de baixistas que não dão espetáculo mas que também não comprometem. O melhor músico do quarteto é Will Champion, que surra a bateria sem dó.
No entanto, como deve ser, o carisma de Chris Martin é o que faz do Coldplay ser o que é. Martin é um nerd cool que dança de forma desengonçada, se atira no chão e canta apropriadamente “In My Place” no meio do público, causando histeria feminina coletiva. Não por acaso o Coldplay atraia um público de classe média/alta entre 15 e 30 anos.
Felizmente o Coldplay não é daquelas bandas que é melhor ouvir do que ver. O show é inesquecível, memorável (e mais uma série de adjetivos similares) para qualquer fã e digno de sinceros elogios para aqueles que apenas curtem o som da banda.
Por Fábio Vasques