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Desde o último dia 27 o público brasileiro já pode alugar o terceiro filme da franquia “Velozes e Furiosos”. Muito difícil que cinco anos após o lançamento do primeiro filme você ainda não tenha visto um dos dois primeiros. Mais difícil ainda é imaginar como que um filme tão fraco como o primeiro pôde render uma continuação. E, como um filme pior ainda, como foi o segundo, pôde render outra continuação, criando assim uma trilogia (urgh!).
Lógico que para ver qualquer um desses três filmes você deve estar preparado para não se importar com furos no roteiro, atuações pífias e, desculpe o trocadilho, direção perigosa. No entanto, a grande falha dos dois primeiros filmes era em tentar contar uma história e usar os carros e as corridas como ferramentas do enredo. Eu não sei quanto a você, mas a única razão que me levou a ver os dois primeiros filmes era as corridas. Afinal, quem se importa se eles estão contrabandeando produtos ou se uma gangue de argentinos está dominando a cidade?!
Aí está o grande mérito do terceiro filme. Deixar a tal história para segundo plano e se concentrar em mostrar o que o povo quer ver: carros e corridas. Esse “Desafio em Tóquio” mostra uma história absurda de um rapaz-problema de 17 anos (que aparenta ter 25), que é mandado ao Japão para morar com o pai. Lá, ele vai se envolver com a básica turminha do mal e se apaixonar pela namorada do vilão. Clichê puro. Oras, sem falar uma palavra em japonês ele até vai à escola junto com os alunos locais!
Mas, falando do que interessa, o filme usa e abusa dos carros tunados, de muitas corridas, de perseguições, de acidentes e explosões. Enfim, tudo o que queremos ver num filme assim! A decisão de mostrar ao máximo tudo isso é tão acertada, que nos raros momentos em que há diálogo, drama e coisas do gênero o filme fica patético. Se você não vê a mínima graça em carros e corridas, procure outra coisa na prateleira da locadora para não se arrepender depois.
* Trailer aqui.
Por Fábio Vasques
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Nesta semana, saiu na maioria dos meios de comunicação, a notícia de que a EMBRATUR estaria preocupada com o impacto sobre a área de turismo que o filme Turistas, que é ambientado no Brasil (inclusive, foi gravado em locações brasileiras, como Ubatuba, no litoral paulista) poderia causar.
Eu mesmo recebi por e-mail uma daquelas correntes fazendo campanha para que houvesse boicote ao filme e fiquei aqui me perguntando: “pra quê tanto estardalhaço?”
Bem, para os que não sabem, a história de Turistas, escrita por Michael Ross e dirigida por John Stockwell, mostra um grupo de jovens americanos que viaja por praias brasileiras. Eles são vítimas de um golpe, no melhor estilo Boa Noite Cinderela. São roubados e abandonados numa floresta. Depois, são raptados por criminosos brasileiros que roubam órgãos humanos para vendê-los.
Mas, o que mais andou incomodando e recebeu mais críticas, foi o fato do filme vincular a imagem de índios colocando-os como parceiros de traficantes de órgãos, além de dizer que a Amazônia fica ao lado do Rio de Janeiro. O site Diário do Turismo divulgou uma declaração da presidente da Embratur, Jeanine Pires. Ela diz que “o filme passa uma imagem deturpada como se aqui fôssemos todos selvagens”.
Ok, sabemos que o mostrado no filme não é verdade, certo? Bem, em parte… pois depende do seu ponto de vista. Vamos ser honestos: o filme exibe uma versão totalmente estereotipada do Brasil, algo que sempre ocorre no cinema americano, inclusive com eles mesmos. Não fomos os primeiros nem os últimos. Porém, temos a nossa parcela de culpa também. Além das coisas que sabemos que ocorrem aqui, vejam o tipo de notícia que eles são obrigados a ler (tiradas do site Jacaré Banguela):
Empresários chineses são assaltados na Lagoa
Turista japonesa é esfaqueada e atropelada no Rio
Português é morto por ladrão na Praia de Copacabana
Francesa é esfaqueada no Rio durante assalto
Turistas assaltados no Rio são ameaçados com granada
Ônibus com turistas ingleses é assaltado no Aterro do Flamengo
E então? O que vocês me dizem?
“Num país onde vale tudo, tudo pode acontecer”, diz o trailler do filme em determinada parte. E sinceramente, nunca na minha vida vi uma definição mais perfeita do Brasil… que me perdoem os mais patriotas.
Turitas é o primeiro longa do estúdio norte-americano Fox Atomic, criado pela gigante Fox Films. Trata-se de uma divisão da empresa direcionada para o público de 17 a 24 anos.
*Alguns vídeos sobre Turistas, aqui e aqui.
Leo Galiza

