Arquivado em: Música
O site norte-americano AOL listou recentemente os 89 Maiores Clichês Rock (89 foi escolhido porque, segundo o site, 100 é um número muito… clichê). A divertida relação tem diversas pérolas como “o giro da baqueta” que faz todo baterista ou gelo seco no palco. Entre outros destaques está o fato de que quase sempre o terceiro single é uma balada (caso de “One” do U2 ou “Don’t speak“, do No Doubt).
Ou também o famoso coro de crianças para fazer vocais de apoio em uma canção e uma performance ao vivo na cobertura de algum prédio (Beatles com “Get back” e U2 tocando “Where the streets have no name“).
E também estão na lista dos clichês a destruição de guitarras, namorar uma stripper ou uma estrela pornô ou ter um caso com a atriz Winona Ryder (que já foi par de Beck, Evan Dando, Damien Rice etc.).
A lista é encabeçada pelos gritos ouvidos em qualquer show nos EUA pedindo “Freebird“, uma canção do Lynyrd Skynrd, o que seria equivalente ao nosso “toca Raul!”, onipresente em qualquer platéia do Brasil.
* Veja aqui a lista completa.
Por Leo Galiza
Arquivado em: Música
Depois de um hiato de 5 anos, o Buckcherry está de volta! Obviamente muitas pessoas não fazem a mínima idéia de que banda é essa, mas é fato que este quinteto de Los Angeles faz um rock moderno acima da média, e com atitude suficiente pra não figurar entre as “bandinhas do momento” no cenário comercial. E com seu novo álbum, “15“, a banda volta em grande estilo, com o seu melhor trabalho até agora!
História rápida: fundado pelo vocalista Josh Todd e pelo guitarrista Keith Nelson no final dos anos 90, o Buckcherry lançou 2 álbuns: “Buckcherry” (1999) e “Time Bomb” (2001). A banda passou por problemas e acabou logo em seguida. Em 2005, Todd e Nelson anunciaram a volta da banda, com nova formação. E assim, eles lançaram o álbum “15“, objeto desta resenha.
A abertura do álbum com a explosiva e acelerada “So Far” mostra logo de cara fidelidade ao estilo dos trabalhos anteriores da banda. Palavrões são “cuspidos” ao longo da música, que tem uma agressividade quase punk. A segunda faixa, “Next 2 You” é um dos singles do álbum até o momento. É o tipo de rock ‘n’ roll que você ouve uma vez, e já pode imaginá-lo rolando em algum comercial frenético, graças ao seu verso e refrão criativos e grudentos. E acredite, nesse caso, isso não é nada ruim!
Outro grande destaque é o funk rock suingado “Crazy Bitch“, single principal do álbum, e de longe, a melhor música da banda. Josh Todd despeja o refrão “Hey, You’re a crazy bitch But you fuck so good, I’m on top of it” com uma naturalidade e cara-de-pau incrível. Com certeza será um clássico da banda em breve!
E pra não dizer que o Buckcherry não pode ter suas músicas tocadas em rádios, temos a seguinte sequência: “Everything“, “Carousel” e “Sorry“. A primeira é um rock melódico interessante, a segunda é uma balada calminha e bem agradável com toques country, e a última é uma balada rock feita sob medida pra ser o “single de FM” do álbum.
Descrevendo rapidamente as outras faixas, temos “Out Of Line“, um ótimo hard rock moderno, cru e vibrante como deve ser. A faixa “Sunshine” lembra um pouco o Black Crowes em seus momentos mais agitados, com os devidos toques southern por trás dos poderosos riffs de guitarra. A faixa “Onset” talvez seja a mais fraca do álbum, graças ao exagero melódico no refrão. O blues acústico “Brooklyn” chama atenção pelo seu estilo alegre e letra irreverente. E a acelerada “Broken Glass” fecha muito bem o álbum, com um estilo que lembra o Foo Fighters em seus momentos mais agressivos.
Concluindo, com o álbum “15“, o Buckcherry mostra que a espera de 5 anos valeu a pena, e que eles ainda tem muita lenha pra queimar nos próximos anos. Para isso, a banda só precisa manter sua identidade musical intacta, sem se entregar a modismos. E que venham mais ótimos trabalhos!
Faixas
1. So Far
2. Next 2 You
3. Out Of Line
4. Everything
5. Carousel
6. Sorry
7. Crazy Bitch
8. Onset
9. Sunshine
10. Brooklyn
11. Broken Glass
*Clipe de Next To You aqui.
Por Fábio Cavalcanti
Arquivado em: Cinema

Em julho a Warner Bros confirmou que transformará em longa-metragem as histórias em quadrinhos do Deadman (conhecido como Desafiador no Brasil). Na época, o estúdio informou que Guillermo Del Toro (Hellboy), Don Murphy (Transformers) e Susan Montford cuidariam da produção. Seis meses depois, atualizam as novidades com informações promissoras.
O roteirista estreante Gary Dauberman trabalhará com Del Toro no texto. Além disso, o diretor de O Labirinto do Fauno pode assumir a direção do filme. O casamento é perfeito, já que as histórias do Deadman são carregadas de excentricidades e bizarrices sobrenaturais, elementos que o cineasta adora.
Para quem não conhece, Deadman é Boston Brand, esse era um trapezista de circo que fazia às vezes de capataz da jovem proprietária, Lorna. Boston parecia um sujeito estúpido e meio arrogante, mas por trás da fachada de durão, se escondia uma alma nobre. Com esse comportamento, Brand conseguiu fazer muitos inimigos. No meio de uma apresentação, Boston foi baleado e morto.
No pós-vida, a entidade Rama Kushna lhe concede a capacidade de possuir o corpo dos vivos e caminhar entre os mortais até que encontre seu assassino. O curioso é que nunca o leitor viu ou ficou sabendo quem foi o assassino, criando um dos mais marcantes mistérios das histórias em quadrinhos e aumentando o carisma do personagem.
Por Leo Galiza

