Arquivado em: Cinema

Dimension Films divulgou o primeiríssimo e sensacional trailer OFICIAL de Grind House, o longa-metragem dois-em-um composto de dois médias, um de Quentin Tarantino (Kill Bill) sobre maníacos chamado de “Death Proof” e outro de Robert Rodriguez (Sin City) horror/zumbi chamado “Planet Terror“.
O segmento de Tarantino tem no elenco Kurt Russell, Zoe Bell, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Jordan Ladd, Rose McGowan, Sydney Tamiia Poitier, Marley Shelton, Tracie Thoms e Mary Elizabeth Winstead. Devem aparecer na tela também Michael Bacall (CSI: Crime Scene Investigation), Bruce Willis, o estreante Omar Doom e o cineasta Eli Roth (diretor de O Albergue, filme produzido por Tarantino).
O média de Rodriguez tem no elenco Rose McGowan, Freddy Rodriguez, Naveen Andrews, Marley Shelton, mais Josh Brolin, Michael Biehn, Jeff Fahey, Michael Parks e Stacy Ferguson, também conhecida como a Fergie do Black Eyed Peas, soltando o gogó já no trailer.
Grind House será lançado em 6 de abril de 2007 nos EUA. Para ver o trailer clique aqui ou aqui.
Por Leo Galiza
Arquivado em: Cinema
Se você tem pouco mais de 20 anos deve se lembrar da série policial “Miami Vice”, exibida no Brasil lá pelo final da década de 90. Nela, os policiais Sonny e Rico saíam à caça dos bandidos e traficantes da ensolarada Miami. A mesma síntese foi transposta para o cinema nesse ano pelo diretor Michael Mann (“O Informante” e “Colateral”). O mesmo Michael Mann que foi produtor executivo e escritor da série. Portanto, ninguém mais apropriado para filmar a versão contemporânea da série.
As similaridades entre a série e o filme param por aí. Nos papéis principais estão o oscarizado Jamie Foxx e o bad boy Colin Farrell. A única semelhança entre eles e os atores da série é a cor da pele de cada um. O comportamento dos dois seria certamente censurado pelos Sonny e Rico originais. Apesar da tal “atitude” dos dois, eles até que exercem bem seus papéis, não podendo culpá-los pelo resultado apenas mediano da fita.
Mann aplica em “Miami Vice” o mesmo estilo já visto em “Colateral”, um trabalho bem mais honroso, diga-se de passagem. Ele abusa das tomadas noturnas de Miami, aplicando filtros que destacam o vermelho e o laranja, em clara referência ao clima quente da cidade. É comum também o movimento nada uniforme da câmera, dando a sensação em alguns momentos de que se trata de um documentário. Apesar dos esforços do diretor, o filme não flui.
A história sai de Miami, passa por Cuba e vem até o Brasil. Mesmo assim, não aplica nem um pingo de originalidade. Extremamente previsível e com diálogos que beiram o ridículo, o filme começa bem, mas se perde rapidamente. Sua duração (2h10) contribui ainda mais para que o filme se torne cansativo. Há apenas lá no final uma boa cena de tiroteio, mas quem viu “Fogo Contra Fogo”, também de Michael Mann, sabe que ele já fez melhor.
No fim das contas “Miami Vice” acaba sendo apenas mais um filme policial, que se não fosse homônimo à série não faria muita diferença. Os fãs da série certamente devem ter torcido o nariz para esse filme, que só seria um tributo à série se não tivesse existido.
“Miami Vice”, o filme, está disponível para locação em DVD. “Miami Vice” a série, está com a primeira e a segunda temporada disponíveis para venda, também em DVD.
Por Fábio Vasques
Arquivado em: Música
Como escolher os álbuns mais fracos de uma banda como Led Zeppelin? Com uma discografia impecável, é realmente difícil fazer um ranking definitivo. Mas, com muito esforço e dor no coração de muita gente, o álbum “Presence” (1976) acabou ficando marcado como um dos mais fracos. E é claro, por outro lado, bastante injustiçado.
Como todo mundo sabe, o Led Zeppelin passava por problemas na época das gravações do “Presence” (e se você não sabe, procure uma biografia da banda urgentemente!). Talvez isso tenha resultado nas avaliações precipitadas sobre o álbum, até por este ser o trabalho menos variado da banda. Mas em uma discografia em que quase todos os álbuns são variados, já estava na hora de tentar fazer um som mais homogêneo, com uma identidade única. E essa identidade é o mais puro rock ‘n’ roll, quase totalmente elétrico, como a banda nunca havia experimentado antes!
A faixa de abertura é a épica “Achilles Last Stand“, o clássico absoluto do álbum. São 10 minutos de uma estrutura única, quase sem variações, e que, de alguma forma, não soa nada cansativa. É um ótimo heavy metal melódico, pesado e vibrante. Se você quiser montar uma banda de heavy metal algum dia, basta ouvir essa música como material didático, e você estará pronto!
A partir da segunda faixa, a cadenciada “For Your Life“, temos o início de uma seção mais “suingada” do álbum, com algumas influências de funk e soul. Isso se confirma nas ótimas “Royal Orleans“, “Hots On For Nowhere“, e na frenética “Candy Store Rock“. Destaque especial para a segunda música mais lembrada do álbum: “Nobody’s Fault But Mine“, um hard rock pesado, cru e altamente virtuoso. De longe, lembra um pouco algumas músicas do álbum Led Zeppelin II.
Fechando com chave de ouro, a única balada (blues) do álbum: “Tea For One“. Interessante como essa música cria um contraponto perfeito com “Achilles Last Stand“, por ter quase o mesmo tempo de duração e o mesmo esquema de poucas variações, mas por outro lado é uma balada lenta e melancólica, no maior estilo “Since I’ve Been Loving You” (do Led Zeppelin III). Uma ótima e criativa forma de fechar essa obra-prima escondida que é o “Presence“.
Faixas
1. Achilles Last Stand
2. For Your Life
3. Royal Orleans
4. Nobody´s Fult But Mine
5. Candy Store Rock
6. Hots On For Nowhere
7. Tea For One
*Vídeo de Early Denmark (1969) aqui.
Por Fábio Cavalcanti

