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Certas seqüências não deveriam existir. Não porque seus filmes originais tenham sido fracos, mas pelo simples fato de que não há a menor necessidade de se continuar uma história que não precisa de continuação. Vide, por exemplo, a agora trilogia “Premonição”. O primeiro filme não era nada de espetacular, mas tinha uma idéia diferente. Fez uma bilheteria razoável e pronto, já virou franquia.
O mesmo se dá aqui com o filme de 2004, protagonizado por Ashton Kutcher. A idéia do primeiro “Efeito Borboleta” não era de todo original, já que o tema ainda era viagem no tempo. A sacada foi focar as conseqüências que simples atos podem trazer ao futuro. Quem viu o primeiro filme sabe que esse argumento foi bem explorado. Desde que anunciaram que um segundo “Efeito Borboleta” seria feito, a pergunta que não saiu da minha cabeça foi: “Por quê?”
E na inocente esperança de encontrar alguma resposta a essa pergunta, fui assistir esse filme, que foi lançado diretamente em DVD nos Estados Unidos. Após seus 92 minutos, fica evidente o óbvio: o filme é um mero caça-níquel que se aproveita de um razoável sucesso anterior.
Vemos aqui a simples repetição da história, só que com atores bem menos carismáticos, uma história bem menos interessante e uma produção bem menos cuidadosa.
Por esses e outros fatores é melhor pensar que “Efeito Borboleta 2” não existe. Essa seqüência só diminui a importância do primeiro filme. Se, assim como o protagonista, eu tivesse a capacidade de voltar no tempo e alterar o futuro, teria melhor aproveitado o tempo gasto vendo esse filme desnecessário.
* Trailer aqui.
Por Fábio Vasques