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“O Segredo dos Animais”
Primeira animação dirigida por Steve Oedekerk (“Ace Ventura”). Aqui, Oedekerk é obrigado a se comportar, já que o filme é uma produção do canal infantil Nickelodeon. Portanto, deve-se esperar uma fita para crianças, diferente das animações em geral que tentam agradar também os mais velhos. Realmente o filme é impróprio para maiores de 12 anos. Mostra a história de um boi que não quer nada da vida, mas de repente precisa liderar o grupo de animais da fazenda, quando seu pai morre. História previsível e situações mais previsíveis ainda. Como já dito, não tem como agradar adultos, mas é garantia de sossego dos baixinhos por quase 90 minutos.
“Serpentes a Bordo”
Foi a grande vedete do ano passado. O filme fez mais sucesso antes de sua estréia já que o projeto foi amplamente divulgado pela Internet. Quando estreou, no entanto, não confirmou o sucesso que se esperava. Não dá para culpar o público. Qualquer filme que tenha como argumento usar dezenas de serpentes assassinas para matar uma testemunha num avião não pode ser levado a sério. “Serpentes a Bordo” é trash como se esperava e como deve ser. O problema é que filme assim funciona quando se torna e não quando já nasce trash. O festival de carnificina é o único atrativo do filme. Se você não é muito chegado nisso, fuja dessa fita, que pouco faz rir e pouco assusta. É entretenimento fast food e nada mais que isso.
“Anjos da Vida: Mais Bravos Que o Mar”
Enésima tentativa de dar um novo fôlego à carreira decadente de Kevin Costner. Dessa vez ele interpreta um nadador de resgate em fim de carreira que vira professor de uma turma de novatos. Lá está Ashton Kutcher e apesar das diferenças entre os dois no início…nem preciso terminar a frase, né? Apesar do filme ser absolutamente previsível é ótimo o trabalho do diretor e do elenco que não deixa a peteca cair, mesmo sendo um filme longo demais (130 minutos). Como diversão familiar é uma ótima pedida. O filme já está disponível para locação.
Por Fábio Vasques
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A transposição para as telas da graphic novel de Frank Miller, “300”, surpreendeu até os mais otimistas executivos da Warner e abocanhou cerca de US$ 70mi em seus três primeiros dias. O épico, protagonizado por Gerard Butler e com participação de Rodrigo Santoro, terá estréia em solo brasileiro no próximo dia 30.
A crítica americana ficou dividida quanto à qualidade do filme. No entanto, o público lotou as salas. É digno de nota que “300” tem classificação R nos EUA, o que significa que menores de 17 anos só podem assisti-lo acompanhados dos pais. Apenas dois outros filmes de classificação R obtiveram melhor estréia que “300”: “Matrix Reloaded” (US$ 91mi) e “A Paixão de Cristo” (US$ 83mi).
O segundo lugar do ranking ficou com o líder da semana passada, a aventura “Wild Hogs”, protagonizada por John Travolta. Essa volta por cima de Travolta após uma sucessão de fracassos arrecadou US$ 77mi em dez dias de exibição.
Os demais filmes do ranking tiveram desempenho bem fraco. Com quase o mesmo valor arrecadado nesse fim-de-semana ficaram “Ponte Para Terabítia”, “Zodíaco” e “Motoqueiro Fantasma”, do terceiro ao quinto lugar respectivamente.
Completam o ranking o suspense “Número 23”, a comédia que estreou nessa sexta por aqui “Norbit”, a comédia romântica “Letra e Música” e o thriller de espionagem “Breach”.
Por Fábio Vasques
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Após a bem sucedida estréia de “Motoqueiro Fantasma” nos Estados Unidos, foi a vez de outros caras sobre duas rodas fazerem bonito. Os quatro amigos quarentões de “Wild Hogs” tiveram uma estréia surpreendente nessa semana arrecadando cerca de US$ 38mi em três dias. O filme, protagonizado por John Travolta, Tim Allen, William H. Macy e Martin Lawrence foi alvo de severas críticas, mas mesmo assim a história de quatro amigos que saem numa viagem de moto para sair da rotina alcançou facilmente o topo do ranking.
Outra estréia aparece na segunda posição. O thriller “Zodíaco”, do ótimo diretor David Fincher, arrecadou US$ 13mi nesse fim-de-semana. O filme está sendo exibido em cerca de 900 salas a menos que “Wild Hogs”. Elogiadíssimo e já anunciado com um dos prováveis candidatos ao Oscar do ano que vem, “Zodíaco”, estreará aqui no dia 20 de abril.
Caindo para terceiro está “Motoqueiro Fantasma” que no próximo ranking ultrapassará a marca de US$ 100mi nas bilheterias americanas. “Motoqueiro Fantasma” já está em cartaz no Brasil e conta com Nicolas Cage e Eva Mendes nos papéis principais inspirados nos personagens dos quadrinhos.
A aventura infanto-juvenil “Ponte Para Terabitia”, que chega aos cines brasileiros no próximo dia 16, ficou com o quarto lugar nos Estados Unidos nesse fim-de-semana e até agora arrecadou quase US$ 60mi. O suspense “Número 23”, que estréia aqui dia 23, caiu para o quinto lugar. O filme estrelado por Jim Carrey só arrecadou até agora US$ 24mi.
Já a comédia “Norbit” triplamente estrelada por Eddie Murphy, ultrapassou a marca dos US$ 80mi arrecadados em solo americano e essa semana ficou em sexto. “Norbit” será a principal estréia do próximo fim-de-semana nos cinemas brasileiros. Uma posição abaixo está “Letra e Música”, que estreou no último fim-de-semana por aqui. A comédia romântica que tem Hugh Grant e Drew Barrymore encabeçando o elenco arrecadou quase US$ 40mi até agora.
Por fim, uma outra estréia da semana ocupou o oitavo lugar. “Black Snake Moan”, mostra um ex-guitarrista de blues interpretado por Samuel L. Jackson que acode e acorrenta (!) em sua casa a jovem errante da cidade, vivida por Christina Ricci. O incomum filme estreou em cerca de 1000 salas (número baixo para uma estréia) e arrecadou pouco mais de US$ 4mi.
Por Fábio Vasques
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Como de costume, um dia antes da Academia premiar os melhores do ano, a ilustríssima Fundação Framboesa Dourada premia os piores. O Razzies é o prêmio mais divertido do cinema e é famoso por pegar no pé de atrizes como Sharon Stone e Demi Moore. Qualquer tentativa delas voltarem aos holofotes são impiedosamente censuradas pelo Razzies. Nesse ano o grande vencedor (?) foi “Instinto Selvagem 2” (no qual o prêmio fez um trocadilho genial com o título original, “Basic Instinct”, e o chama de “Basically, It Stinks Too”), a pífia continuação de um dos sucessos de Sharon Stone na década passada.
O filme foi massacrado pela crítica e quase passou em branco pelos cinemas. Feito o combo, a Fundação não podia premiar outro filme como o pior do ano. Além disso, Sharon Stone levou novamente o prêmio de pior atriz. Pior seqüência e roteiro foram outros dois prêmios que o filme levou.
Outra porcaria do ano passado, a comédia dos irmãos Wayans, “O Pequenino”, foi agraciada com três framboesas: pior ator (Marlon e Shawn Wayans), pior dupla (Shawn Wayans com Kerry Washington ou com Marlon Wayans), pior refilmagem.
Seguindo a linha de premiar os grandes desastres do ano, a Fundação concedeu dois prêmios à M. Night Shyamalan, que foi coadjuvante e diretor do esquecível “A Dama na Água”.
Convenhamos que todos os prêmios foram justíssimos e os vencedores fizeram por merecer tal honra. (In)felizmente, tudo isso não serve de lição, porque até o fim do ano certamente seremos brindados com outras produções de qualidade questionável.
Clique aqui para conhecer todos os premiados do Razzies!
Por Fábio Vasques
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Muito se disse que esse Oscar era o mais imprevisível dos últimos anos. Na verdade, apenas no prêmio de Melhor Filme se suspeitava de alguma dúvida. “Os Infiltrados”, “Pequena Miss Sunshine” e “Babel” eram apontados como favoritos. No entanto, a vitória de “Os Infiltrados” era mais do que óbvia. Explico:
Se premiasse “Babel”, a Academia estaria se repetindo ao premiar um filme de fórmula similar à do vencedor do ano passado, “Crash”, esse sim uma surpresa. Como se não bastasse, “Babel” é sim muito bom, mas está longe de ter a consistência de um filme que pretender receber o título de melhor do ano. Já o queridinho “Pequena Miss Sunshine” é alternativo e ao mesmo tempo simples demais para ostentar o título de Melhor Filme. Enfim, “Os Infiltrados”, mesmo sendo pesado demais para os padrões da Academia é o que tem mais cara de Oscar entre os três.
Como se não bastasse, não haveria razão em se premiar o roteiro e a direção de “Os Infiltrados” e premiar outro filme com o prêmio máximo. Esse erro, cometido em 1998, quando “Shakespeare Apaixonado” roubou o prêmio de “O Resgate do Soldado Ryan”, a Academia não comete mais.
Nas principais categorias, a única aparente surpresa foi a derrota de Eddie Murphy. Tido como vencedor certo do prêmio de coadjuvante até um mês atrás, Murphy errou ao lançar semanas antes do Oscar a comédia pastelão “Norbit”. O filme estreou exatamente na época em que os jurados davam seus votos ao Oscar. A imagem de bom ator que Murphy criou com sua atuação em “Dreamgirls” foi por água abaixo quando ele voltou às origens num filme repleto de piadas preconceituosas e de baixo nível.
Com relação às outras premiações principais, não se pode contestar nada. Até mesmo o absurdo que é uma perdedora do programa de TV “American Idol” vencer o prêmio de atriz coadjuvante pôde ser aceito. Jennifer Hudson não é atriz de verdade e deve trilhar a sina de atores que são amaldiçoados pelo Oscar, como Cuba Gooding Jr. No entanto, deu sorte de abocanhar um papel em que ela mais canta do que atua. Se houver um “Dreamgirls 2” (hehe), aí quem sabe ela volte a aparecer.
E no quesito injustiça do ano, o prêmio vai para a categoria de Filme Estrangeiro. Após levar três prêmios de categorias técnicas, o excelente “O Labirinto do Fauno” não podia ter perdido para “A Vida dos Outros”, da Alemanha. Essa categoria está cada vez mais interessante, competitiva e conseqüentemente cada vez mais distante do Brasil ser sequer indicado.
E como programa, o Oscar voltou a ser ao mesmo tempo imperdível e tedioso em certos momentos. A apresentadora Ellen DeGeneres certamente não voltará tão cedo ao Kodak Theather, após encaixar apenas algumas piadinhas médias e como o próprio Oscar é, óbvias.
* Clique aqui para conhecer todos os vencedores da noite
Por Fábio Vasques
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Desde sua estréia há cerca de três meses atrás nos Estados Unidos, “Borat: O segundo melhor repórter do glorioso país, Cazaquistão, viaja à América” já fez quase US$ 300mi de bilheteria mundo afora. O filme teve um orçamento modestíssimo de US$ 18mi. Dá pra imaginar o que aconteceu com a carreira do ator e criador do personagem principal, Sacha Baron Cohen (seu trabalho mais famoso no cinema até então era a voz do também engraçado Rei Julien em “Madagascar”). Entre outras coisas, ele recebeu um Globo de Ouro de melhor ator e foi indicado ao Oscar de roteiro adaptado. E, lógico, já assinou contrato com a Fox para um segundo filme.
O que faz então de “Borat” o fenômeno que se tornou? O filme mostra a jornada de um suposto repórter do Cazaquistão aos Estados Unidos para fazer um documentário sobre a vida e os hábitos dos americanos. Isso vai servir de pretexto o filme todo para Cohen avacalhar com tudo e com todos que encontra pela frente. Ele primeiro ridiculariza seu “próprio país” e em seguida os EUA. É uma ridicularização absurdamente engraçada para uns e monstruosamente de mau gosto para outros. Não por acaso Cohen esteja sendo processado por meio mundo atualmente.
Seu personagem principal, Borat, é machista ao extremo, anti-semitista, preconceituoso e por aí vai. O primeiro grande barato do filme é indiretamente mostrar como o próprio povo americano é exatamente tudo isso que Borat o é de forma exagerada. Tudo o que se vê primeiro em Borat é logo visto em seguida no povo americano. Não por acaso o filme foi um grande sucesso por lá. Os americanos claramente se identificaram na história.
A segunda sacada de mestre do filme foi de ser filmado ao estilo documentário. Todas as vezes que Borat interage com algum americano no filme esse não sabia que na realidade estava participando de uma comédia. O argumento de que era um documentário feito por um repórter do Cazaquistão era usado como desculpa para fazer as pessoas participarem. Isso dá uma autenticidade perfeita ao que o filme indiretamente prega: apesar de acharem o resto do mundo hipócrita e preconceituoso, na verdade, os próprios americanos o são.
Dificilmente algum filme conseguirá insultar o maior número de pessoas por minuto e ser tão esclarecedor ao mesmo tempo como “Borat” é.
Trailer aqui.
Por Fábio Vasques
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Num fim-de-semana que teve cinco estréias em âmbito nacional nos Estados Unidos, a mais nova adaptação dos quadrinhos para as telonas conquistou facilmente a preferência do público. Protagonizado por Nicolas Cage e Eva Mendes, “Motoqueiro Fantasma” arrecadou excelentes US$ 44mi nos seus três primeiros dias de exibição. O filme estréia por aqui no dia 2 de março.
O segundo lugar também pertenceu a uma estréia. Dessa vez a adaptação é dos livros para o cinema, na aventura infantil “Ponte Para Therabithia”. O filme da Disney conquistou cerca de US$ 22mi. A aventura tem estréia prevista para 23 de março aqui no Brasil.
O líder da semana passada, a comédia “Norbit”, perdeu muito terreno em seu segundo fim-de-semana de exibição. A arrecadação de US$ 16,8mi rendeu ao filme o terceiro lugar no ranking. A expressiva queda em relação à semana passada já dá claros indícios de que o filme não deverá alcançar a marca dos US$ 100mi para a Dreamworks. No Brasil o filme estrelado por Eddie Murphy estréia dia 9 de março.
O quarto posto foi de outra estréia. A comédia romântica “Letra e Música”, interpretada por Hugh Grant e Drew Barrymore fez pouco mais de US$ 14mi de bilheteria. O filme do diretor Mark D. Lawrence, que já havia trabalhado com Grant em “Amor à Segunda Vista” poderá ser conferido no Brasil à partir de 2 de março.
Em seguida mais uma estréia. O filme voltado para a comunidade negra, “Daddy’s Little Girl”, interpretado por Gabrielle Union e dirigido por Tyler Perry, de “Diário de Uma Louca” teve arrecadação de US$12mi. De acordo com a distribuidora do filme no Brasil, a estréia por aqui está prevista para 28 de março do ano que vem (!!!).
A última estréia da semana ficou com o thriller de espionagem “Breach”. Com Chris Cooper e Ryan Phillipe encabeçando o elenco, o filme não foi bem e só arrecadou US$ 10mi em sua estréia. O filme ainda não tem previsão de estréia aqui no Brasil.
As últimas quatro posições do ranking ficaram com “Hannibal: Por Trás da Máscara”, “Seja Feita a Minha Vontade”, “Os Mensageiros” e “Uma Noite no Museu”.
Trailer de “Motoqueiro Fantasma” aqui.
Por Fábio Vasques
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A recente enxurrada de filmes sobre super-heróis que permeou os cinemas nos últimos anos abriu precedentes para que o tema fosse explorado de formas não-convencionais. É o caso da comédia “Minha Super Ex-Namorada”, dirigido por Ivan Reitman (“Irmãos Gêmeos”, “Ghostbusters”).
Aqui o filme inventa uma super-heroína, vivida por Uma Thurman, que praticamente não tem vida social. Tudo muda quando ela conhece um rapaz comum, vivido por Luke Wilson, e eles começam a namorar.
O filme explora ao máximo essa situação absurda. Vale por ser interessante ver que, por exemplo, o tema é explorado em filmes como “Homem Aranha”, porém lá de forma dramática e séria. Agora, convenhamos que não dá para levar tão a sério um filme de super-herói e muito menos suas dificuldades de se inter-relacionar com as pessoas comuns. “Minha Super Ex-Namorada” basicamente faz gozação disso o tempo todo.
Isso rende alguns bons momentos e certas situações de fato engraçadas. Outras, no entanto, são manjadas e algumas piadas são até de mau gosto, impossibilitando a fita ser vista pela família toda, como deveria ser para esse tipo de filme.
Assim como vem acontecendo com os últimos filmes do diretor, “Minha Super Ex-Namorada” foi muito mal de bilheteria. Seus filmes anteriores, “Seis Dias, Sete Noites” e “Evolução” têm seu fracasso facilmente justificado ao serem assistidos. No entanto, esse último filme de Reitman não mereceu o descaso que o público fez.
É certo que é um filme que funciona muito melhor em DVD do que no cinema. Portanto, já que o filme já foi lançado nas locadoras daqui, é uma boa pedida para uma tarde chuvosa.
Trailer aqui.
Por Fábio Vasques
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Quase repetindo seus papéis dos dois “O Professor Aloprado”, Eddie Murphy alcançou o topo da lista dos filmes mais vistos nesse fim-de-semana nos Estados Unidos. A comédia “Norbit” (imagem acima), (estréia 30/03 aqui) que mostra novamente Murphy interpretando múltiplos personagens, foi massacrada pela crítica, mas o público lotou as salas de cinema. O filme fez surpreendentes US$ 33mi nos primeiros três dias de exibição. Serviu como uma confirmação da volta por cima de Murphy, que concorrerá ao Oscar de ator coadjuvante por “Dreamgirls” no próximo dia 25.
A segunda colocação ficou com a outra estréia da semana: “Hannibal: Por Trás da Máscara” (estréia 06/04 aqui). Sim, esse é o quarto filme criado à partir do célebre canibal Hannibal Lecter. Esse filme mostra Hannibal ainda jovem e tenta explicar de onde veio sua mente perturbada. O filme sofreu críticas pesadas e o público não correspondeu às expectativas da MGM. Sendo exibido em mais de 3 mil salas, o filme fez apenas US$ 12mi em sua estréia. Dessa vez, o Dr. Lecter é interpretado pelo francês Gaspard Ulliel (“Eterno Amor”).
As duas estréias da semana passada inverteram de ordem nessa semana. A comédia “Seja Feita a Minha Vontade” ficou no terceiro posto e o suspense sobrenatural “Os Mensageiros” veio logo em seguida. Cada um arrecadou até aqui cerca de US$ 25mi.
O resto da lista não sofreu alterações significativas. Assim como na semana passada, a segunda metade do Top 10 é recheada de filmes que concorrerão ao Oscar no fim do mês. Estão ali “O Labirinto do Fauno”, “Dreamgirls” e “A Rainha”, respectivamente em oitavo, nono e décimo lugar.
Semana que vem o musical “Dreamgirls” atingirá a marca de US$ 100mi arrecadados, o que para um filme do gênero é sem dúvida um feito. E “A Rainha” atingirá US$ 50mi, o que também é surpreendente se levado em conta que é um filme inglês.
Despediu-se do ranking essa semana outro filme que disputará o Oscar: o drama “À Procura da Felicidade”. O filme que rendeu a segunda indicação da carreira de Will Smith fez mais de US$ 160mi em sua carreira pelos cines americanos desde sua estréia no fim-de-semana do Natal.
Trailer de “Norbit” aqui.
Por Fábio Vasques
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Antes de se propor a assistir “A Rainha”, apenas pelo que se vê no trailer ou no cartaz dá para imaginar um filme típico ao que sugere o tema: lento, arrastado, longo, mas que crítico adora. Felizmente em “A Rainha” o diretor Stephen Frears (“Alta Fidelidade”) consegue a façanha de agradar a gregos e troianos. Eis aqui um filme de arte, mas facilmente digerível para o grande público.
Lógico que contribui para isso o fato do filme contar um episódio recente da história: a morte da princesa Diana. Mesmo assim, é incrível como o filme não necessita em nenhum momento apelar ou negar suas raízes para conquistar a simpatia do público.
Vemos aqui o que se passa na semana seguinte à morte da Lady Di. Como é de conhecimento geral, a família real nunca viu com bons olhos as atitudes da princesa que caiu nas graças do povo. Então o filme mostra como que a inicial indiferença da rainha Elizabeth em relação ao fato vai gradualmente mudando.
O título do filme acaba enganando sobre o que o filme realmente é. Poderia se esperar uma cinebiografia da atual rainha inglesa, mas felizmente é muito mais do que isso. Lógico, que as atenções estão sobre ela, especialmente em razão da poderosa atuação de Helen Mirren, no papel-título. Desnecessário aqui dizer o quanto Mirren merece o Oscar de atriz desse ano. Destaque também para o ator Michael Sheen (dos dois “Anjos da Noite”) no papel do então novato primeiro-ministro Tony Blair.
“A Rainha” foi originalmente produzido para a TV, mas acabou ficando tão além das expectativas que foi para os cinemas. É um grande sucesso nos EUA, onde já arrecadou mais de US$ 40mi (cifra alta para esse tipo de produção). Está concorrendo a cinco Oscars no próximo dia 25 (filme, direção, atriz, roteiro e figurino).
É incomum vermos filmes históricos como esse que tratam de temas contemporâneos, que assistimos pela TV, não pelos livros de História. Isso faz de “A Rainha” uma experiência única. Além de tudo é uma prova de que o cinema de arte pode sim ser acessível e consumido pelo público acostumado com os blockbusters sem precisar perder sua essência.
Trailer aqui.
Por Fábio Vasques